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sexta-feira, 4 de abril de 2014

A História do coelhinho da Páscoa

 
  

 
 

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho reproduz-se rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas. 
 
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova.
 
Existe também a lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou a correr. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que tinha trazido os ovos. Desde então as crianças sempre acreditaram no coelhinho da páscoa.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lenda do Folar da Páscoa



A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem. Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

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Como referenciar este artigo: Lenda do Folar da Páscoa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-04-03].
Disponível na www: .

terça-feira, 1 de abril de 2014

Tradições Pascais

 

 
Amêndoas da Páscoa
As amêndoas de Páscoa são um dos doces mais consumidos na Páscoa em Portugal. São geralmente formadas por uma amêndoa coberta de açúcar ou chocolate, embora haja muitas variantes. Antes de ser desenvolvida a produção de açúcar era usual terem uma cobertura de mel.
A troca de presentes que ocorre nalgumas regiões (frequentemente de um padrinho para um afilhado), nesta época, é também denominada de "dar as amêndoas".
A  amêndoa, várias vezes citada na Bíblia para além de simbolizar a vida, pureza e magnitude, na Páscoa, a palavra amêndoa é mais prosaicamente usada para significar presente.
Não há muitos anos, quando a Aleluia era celebrada no sábado, grupos de crianças no Alentejo percorriam as ruas correndo e tocando pequenas campainhas, anunciando ruidosamente a ressurreição de Cristo na esperança de receber em troca amêndoas que lhes eram atiradas das janelas, as chamadas “amêndoas enxovalhadas”.
A amêndoa é hoje um dos símbolos da festa pascal. Este fruto seco chega mesmo a significar folar (outra tradição pascal). Assim, em vez de dar ou receber o folar, também se diz dar ou receber amêndoas. No caso do cristianismo esse fruto simboliza Jesus, porque a sua natureza divina está “escondida” pela sua natureza humana, tal como a amêndoa que apresenta duas faces (o interior e a cobertura).
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Ofertar Amêndoas num Matrimónio

Significado

Há um significado no uso das amêndoas confeitadas como símbolo do matrimonio: o seu sabor agridoce (amargo + doce) representa a vida, representada pela amêndoa amarga, coberta por um revestimento doce que compensa a amargura com a doçura do casamento. Elas só devem ser distribuídas em números ímpares, num casamento, porque isso representa o vínculo indivisível do casal e a vida compartilhada.

História

O primeiro registro escrito do uso de amêndoas confeitadas é de 1930 em Boccaccio “Decameron”. Tradicionalmente são utilizadas em casamentos. Os italianos chamam as amêndoas confeitadas de “confetes“, enquanto os gregos chamam de “koufeta“. No inicio da Renascença as amêndoas confeitadas eram feitas com mel. Hoje em dia, o confeito é feito com açúcar e outros ingredientes.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim - 14 de Fevereiro

No século III, em Roma, Valentim, era um sacerdote e o imperador era Cláudio II,o Gótico. O Império enfrentava muitos problemas, com inúmeras batalhas perdidas. O imperador deduziu que a culpa era dos soldados solteiros, que segundo ele, eram os menos destemidos ou ousados nas lutas. E, mais, que depois de se ferirem levemente, pediam dispensa das frentes. Mas, o que era pior, retornavam para o exército, casados e nesta condição queriam voltar vivos, enfraquecendo os exércitos. Por isto, proibiu a celebração dos casamentos.

Valentim, que considerava essa medida injusta, continuou a celebrar os casamentos, mas secretamente. Quando soube das ações do sacerdote, Cláudio mandou que fosse preso e interrogou-o publicamente. Suas respostas foram elogiadas pelo soberano que disse: "Escutem a sábia doutrina deste homem". E, de fato, parece que a pregação de Valentim, o tinha impressionado, pois mandou-o para uma prisão domiciliar, indicando a residência do prefeito romano Asterio, onde todos eram pagãos.
Logo que chegou a essa casa, o sacerdote ficou a saber que o prefeito tinha uma filha cega. Disse aos familiares que iria rezar e pedir para Jesus Cristo pela cura da jovem, o que ocorreu alguns dias depois, acabando por converter toda a família do prefeito. Isto agravou a sua pena, sendo condenado a morte.

Uma antiga lenda acrescenta ainda que após curar a jovem, ele se teria enamorado dela, platonicamente, mas preferiu o seu ministério e que antes de morrer teria escrito uma carta para a jovem, a qual entregou ao seu pai, dizendo "De Seu Valentim" ("Your Valentine"). No dia 14 de fevereiro de 286 foi levado para a chamada via Flaminia, onde foi morto violentamente e depois decapitado.


O mártir Valentim, tornou-se santo porque morreu pelo testemunho do seu sacerdócio. A Igreja considera-o padroeiro dos namorados por ter defendido com a sua vida o Sacramento do Matrimónio
e não pelo motivo acrescentado pela lenda.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

S. João de Brito - 04 de Fevereiro

João nasceu em Lisboa ao 1º de março de 1647, filho de um membro da corte portuguesa que, mais tarde, seria governador do Rio de Janeiro, Salvador de Brito Pereira e da nobre Brites de Portalegre. Apesar de ter saúde débil, desde a infância João alimentou o desejo de se tornar evangelizador. Fez os estudos superiores na famosa Universidade de Coimbra, mas queria completar os estudos teológicos na Índia. Aos vinte e seis anos, ordenou-se sacerdote e entrou para a Companhia de Jesus e, apesar da fragilidade física, rumou para o país onde sonhava pregar o seu apostolado.

Começou a sua atividade missionária em Malabar. Nessa época, conta-se que caminhava descalço enormes distâncias, levando apenas uma manta de algodão e livros religiosos. A sua figura tornou-se emblemática do novo método de evangelização seguido na Índia pelos missionários. Na mão segurava uma cana de bambú, vestia um roupão de cor avermelhada e calçava palmilhas de madeira. Em tudo vivia como um habitante hindu; nas vestimentas, nos costumes alimentares e no comportamento, porém sempre revelando a sua fé e pregando o cristianismo. Mesmo assim, sofreu perseguições, foi preso e torturado, mas não desistiu.

Ocorre que as idéias defendidas por ele iam totalmente contra os princípios da sociedade hindu que, com as suas divisões de castas, tinha verdadeiro horror à pregação de "um só rebanho onde todos são iguais perante o Criador". Mesmo com toda a oposição dos poderosos, João de Brito converteu comunidades inteiras de hindus. Foram 15 anos de um difícil e cansativo apostolado, ao fim dos quais chegou a voltar para Portugal.

 Cá, recebeu o convite para ser conselheiro do rei Pedro II e preceptor de seu filho, mas recusou a oferta e voltou para a Índia onde, pela sua fé, encontraria a morte. Mal pisou em Malabar deparou com um verdadeiro inferno: cristãos tinham sido mortos, as suas casas e igrejas saqueadas e queimadas. Era uma revolta dos sacerdotes hindus, chamados brâmanes, especialmente contra cidadãos cristãos.

João de Brito foi também preso e sumariamente decapitado. Era o dia 04 de fevereiro de 1693. No mesmo local onde conseguiu permissão para orar, antes da execução, o seu corpo foi exposto, depois de ter os membros decepados. O Papa Pio XII proclamou, Santo João de Brito em 1947 marcando a sua festa litúrgica para o dia do seu martírio.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Santos do Mês de Fevereiro

Fevereiro

1 - S. Cecílio; Sta. Brígida; Sta. Veridiana;
2 - Apresentação do Senhor (Apresentação do Menino Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora);
3 - S. Brás

4 - S. João de Brito;
5 - Sta. Águega (ou Ágata);
6 - S. Paulo Miki e seus Companheiros;
7 - S. Ricardo; Sta. Coleta;
8 - Sta. Josefina Baquita; S. Jerônimo Emiliano;
9 - Sta. Apolónia; S. Miguel Febres Cordero;
10 - Sta. Escolástica;
11 - Nossa Senhora de Lourdes;
12 - Sta. Eulália de Barcelona;

13 - S. Benigno;S. Gregório II;S. Catarina de Ricci;
14 - S. Valentim; S. Cirilo e S. Metódio;
15 - S. Teotónio; S.
Faustino e S. Jovita;
16 - Sta. Juliana; S.Onésio;
17 - S. Lourenço;
18 - Sta. Bernardete Soubirous;
19 - S. Conrado de Placência; S. Bonifá
cio;
20 - Beatos Jacinta e Francisco Marto; Sta. Margarida de Cortona;
21 - S. Pedro Damião;
22 - Cátedra de S. Pedro;Sta. Joana Maria;
23 - S. Policarpo;

24 - S. Sérgio;
25 - S. Sebastião de Aparício; S. Cesário;

26 - S. Nestor e S. Porfírio;

27 - S. Gabriel da Virgem Dolorosa (ou S. Gabriel das Dores);
28 - Beato Daniel Brottier; S. Romão e S. Lupicino;
29 - Sto. Osvaldo;

Domingo da Apresentação do Senhor - 02 de Fevereiro 2014


Celebra-se no dia 2 de fevereiro de 2014 a festa da Apresentação de Jesus no Templo.
Quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés (Ex. 13, 11-13), Maria leva o Menino ao templo, a fim de ser oferecido ao Senhor.
Em algumas paróquias por todo o país, tem crescido nos últimos anos o hábito de se fazer uma celebração de bênção dos bebés, nascidos durante o ano anterior.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

22 de Janeiro - São Vicente Pallotti

São Vicente Pollotti
1795-1850Fundou a Congregação
dos Padres Palotinos
e das Irmãs Palotinas
Vicente Pallotti nasceu em Roma , no dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com a sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extrema ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía da sua mercearia de mãos vazias.

Às vezes a sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e sem o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido à sua frágil saúde. Em 1818, consagrou-se sacerdote pela diocese de Roma,onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutoramento em Filosofia e Teologia.

Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs.

Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida o seu carisma de inspiração visionária . Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas.

Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinqüenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno o seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido da sua canonização.

O papa Pio XI beatificou-o reconhecendo a sua atuação de inspirado e "verdadeiro operário das missões". Em 1963, pelas suas idéias e carisma espiritual foi plenamente reconhecido pelo papa João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Santa Inês - 21 de Janeiro


Santa Inês ou Santa Agnes, viveu em Roma , onde foi martirizada em 304.

Tinha 13 anos quando foi cobiçada, pela sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Semprónio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado a Vesta, uma deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei o seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor."

Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone).

Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e e ele ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprónio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra os seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram o seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam no seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes a sua grande felicidade no céu.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Santa Marta e São Mário - Dia 19 de Janeiro

                          
 
A Igreja comemora hoje São Mário, Santa Marta, Santo Audifax e Santo Ábaco, que sairam da Pérsia e vieram em peregrinação até Roma, para rezar no túmulo dos mártires.
Há quem afirme que São Mário e Santa Marta eram casados, e Audifax e Ábaco, seus filhos.
Durante esta viagem São Mário ajudou várias famílias cristãs, dando sepultura digna aos seus entes queridos mortos pelas perseguições. Foram mais de 260 mártires, cujos corpos jaziam insepultos. Foram apanhados pelos soldados do imperador Cláudio II enquanto cumpriam este dever cristão. Presos, recusaram-se a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos e não renunciaram à fé cristã. São Mário, Audifax e Ábaco foram martirizados e mortos na via Cornélia, e os corpos incinerados para que nenhum fiel pudesse recolher seus restos mortais e celebrar sua memória. Já Santa Marta foi condenada à morte por afogamento. Hoje, no local do ocorrido, ainda existem as ruínas de uma antiga igreja, construída para reverenciar os quatro Santos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Santo do Dia 18/01 - Santa Prisca (Priscila)

Prisca, é um nome que significa: “a primeira”. Evoca uma grande Santa, que se impôs à admiração de todos nos primeiros tempos do Cristianismo. Ela foi considerada a mais antiga santa romana e tornou-se uma das mulheres mais veneradas na Igreja. Segundo a tradição, Prisca foi batizada aos treze anos de idade por São Pedro e tornou-se a primeira mulher do Ocidente a testemunhar com o martírio, sua fé em Cristo. Ela morreu decapitada durante a perseguição do imperador Cláudio, na metade do século I, em Roma.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Postais Artesanais com Frases Bíblicas




Santo Hilário de Poitiers - 13 de Janeiro

 
 
 
Hilário era de nacionalidade francesa. Acredita-se que tenha nascido no ano 315, de família rica e pagã, recebeu educação e instrução privilegiada. Durante anos buscou na filosofia as respostas para as seus questões em busca da Verdade. Mas só as encontrou no Evangelho e por isso se converteu ao cristianismo.
 
Foi batizado aos trinta anos de idade, juntamente com a sua esposa e a sua filha, Abrè, a quem amava ternamente. A partir de então, passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos cristãos.
 
Este era um período de paz externa para a Igreja, que precisava de se fortalecer no seu próprio interior. Mas que, no entanto, se apresentava cheia de pequenas rupturas internas, provocadas principalmente pela "heresia ariana", uma doutrina que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Foi justamente pela vida exemplar que levava, assim como pelos seus conhecimentos intelectuais e espirituais que o povo e o clero, o elegeram bispo, convidando-o para o cargo. Era uma decisão difícil, pois um bispo alçado da sua condição tinha que, obrigatoriamente abandonar a família para abraçar o clero. Mas não vacilou e aceitou a incumbência e desafios que ela lhe trazia. Foi sagrado bispo de Poitiers e lutou vigorosamente contra o arianismo. Debate após debate, com os hereges, a sua defesa da Fé foi-se tornando conhecida e o respeito pela  sua atuação cada vez maior.
 
Foi por este motivo chamado "o Atanásio do Ocidente". Como ele, Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. Enviado para o Oriente, não se sentiu derrotado. Aproveitou para estudar o grego e conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os ensinamentos dos maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu a sua missão.
 
Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros  sobre a Santíssima Trindade, Comentários sobre os Salmos, e algumas obras cujos textos interpretou. Contribuindo intensamente para o desenvolvimento da teologia da revelação.
 
Hilário ficou muito impressionado pela liturgia oriental. Compôs hinos litúrgicos para familiarizar os fiéis com a teologia e mantê-los mais intimamente unidos às celebrações. Pastor zeloso, procurou, ao retornar para sua diocese na França, oferecer ao seu rebanho o que de melhor aprendera neste período de exílio.
 
Mas nem por isso esqueceu a sua família. Ele mesmo ministrou o sacramento do matrimônio a sua filha e a esposa ingressou num mosteiro, com o seu auxílio e aprovação.
 
Uma conhecida frase sua demonstra bem a coragem e a valentia com que viveu e atuou, enfrentando hereges e poderosos: "Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre".
 
Faleceu no ano de 367, quando passou a ser venerado como santo logo após o seu último suspiro.
 
O Papa Pio IX, canonizou-o e honrou-o com o título de "Doutor da Igreja", confirmando a sua celebração para o dia 13 de janeiro.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Santo de cada Dia - 12 de Janeiro

Santo Arcádio
 
Na metade do século III, os cristãos sofriam com a derradeira e a mais perversas das suas perseguições. Tinham as casas arrombadas, os bens confiscados e as famílias humilhadas,  sendo as pessoas  levadas a tribunal e condenadas à morte, por causa da sua Fé.

Na cidade africana de Cesárea da Mauritânia, os cristãos que desejavam fugir  à execução eram obrigados a assistir aos cultos dos deuses pagãos. Eles deviam conduzir pelas ruas os animais destinados ao sacrifício, acender o incenso e participar nas festas movidas a orgias e outras extravagâncias públicas.

Arcádio, resolveu escapar daquela insanidade e manter as suas orações e contemplações espirituais, refugiando-se num lugar ermo. Entretanto, como era um cidadão muito conhecido, logo sua ausência foi notada e as autoridades saíram no seu encalço. Para obrigá-lo a entregar-se, prenderam um parente  próximo, que nada revelou sobre onde ele se encontrava escondido. Mas Arcádio, ao saber do ocorrido, foi ao tribunal e entregou-se, exigindo que soltassem o inocente.

Todas as ameaças possíveis foram lançadas contra ele, para que abandonasse a  sua fé, mas de nada adiantaram. Irado, o juiz não só o condenou à morte, como determinou que a pena fosse aplicada de forma "lenta e muito cruel".

A tortura durou horas e em todos os momentos Arcádio reafirmava seus conceitos, incitando os outros cristãos a fazerem o mesmo. Uma a uma, as suas articulações foram sendo cortadas e, mesmo assim ele ainda fez um último discurso testemunhando o seu incondicional amor à Jesus Cristo, para depois morrer.

Segundo a tradição, conta-se que os pagãos se admiraram tanto com a sua coragem, que muitos se converteram e mesmo os que não o fizeram, também passaram a respeitar a sua memória, celebrada no dia 12 de janeiro.

 
 
 
 

 
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Rebuscando Memórias











Lâminas com Imagem de Jesus Misericordioso



Memórias Realizadas com a Medalha de Santa Faustina




Artesanikas tem pagina no Facebook

O Blog Artesanikas agora já tem pagina no facebook, apareçam por lá e digam se gostam. Obrigada :)


Dia 11 de Janeiro
História: São Teodósio nasceu em Capadócia, na Turquia, em 423 próximo à cidade de Belém.
Contam que certa vez, em viagem a Jerusalém para visitar São Simão O Estilita, São Teodósio conheceu São Longino, um monge muito bondoso do qual se tornou companheiro.
São Longino acabou por convidar São Teodósio para ser abade num mosteiro recém construído através da doação de uma senhora muito rica.
Durante muitos anos foi responsável pelo mosteiro, até que resolveu tornar-se ermita e morar no deserto próximo ao Mar Morto.
Como era muito conhecido por toda a região pela sua fé, não demorou muito para que fossem atrás de suas sábias palavras, no deserto.
Decidiu então construir um mosteiro e três hospitais próximos a Belém, para assim atender a todos os necessitados d
e receber amparo.
Por este feito, São Teodósio foi nomeado monge superior dos homens religiosos que viviam em comunidades, os chamados cenobitas. Ainda hoje, este santo é conhecido também pelo nome de Teodósio o Cenobiarca.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Registos Religiosos - O que são?

São muitas as designações que podem dar-se aos Registos Religiosos. Há quem lhes chame Memórias ou Saudades pois guardam memórias e saudades de determinados momentos, como por exemplo as que são realizadas com pagelas de Batismos, 1ª Comunhão, Crisma, Matrimónio,etc. Há também quem lhes chame Santinhos ou Bentinhos, por serem executados com santinhos normalmente abençoados. Outros ainda dão-lhes o nome de Lâminas, Maquinetas, Lapelas,etc.

De qualquer forma a designação mais frequente é: Registos ou Registros.
A arte dos Registos é uma velha tradição portuguesa de origem conventual. Antigamente era costume oferecer fogaças à igreja na ocasião de certas festividades (costume que ainda persiste nalgumas localidades), e em retribuição, a igreja oferecia um santinho ou pagelinha. Alguns serviam muitas vezes para marcar a página de um livro de oração, missal, Bíblia ou outro que se tivesse para utilização religiosa. Eram registos de uma passagem que se lia muitas vezes. Outros eram por vezes entregues aos cuidados de irmãs religiosas, que elaboravam os tais registos com adornos e tecidos raros que sobravam da paramentaria e os emolduravam passando a povoar as paredes das casas médias e ricas, símbolos de protecção, num mundo em que eram mais os perigos ou o medo deles e menos as imagens onde pousar os olhos.

Os Registos de Santos tiveram particular expressão em Portugal, sobretudo em meados do século XVIII, devido ao incremento da actividade dos gravadores e do comércio de gravuras e estampas à escala internacional.
Paralelamente, este tipo de gravuras tornou-se bastante popular devido às inúmeras peregrinações, círios e festividades pendulares, nas quais a presença dos fiéis foi marcada pela posse de um objecto evocativo da participação no mesmo, materializada em registos, fitas e medalhas.

Na actualidade, os registos continuam a ter cariz essencialmente devocional, mas têm também um carácter decorativo bastante marcado, existindo duas vertentes em quem trabalha neste tipo de arte: aqueles que procuram recriar os registos antigos utilizando imagens antigas e tecidos nobres como brocados e outros, normalmente provenientes de sobras de paramentarias e outros que procuram dar aos registos um ar mais contemporâneo, utilizando figuras mais recentes e tecidos mais simples. Eu pertenço ao segundo grupo, pois penso que há que adequar este tipo de arte aos novos tempos e torna-la acessível a todos os gostos, a todas as gerações e também a todas as “bolsas”….

Santos do Mês de Janeiro

Janeiro1 - Maria, Mãe de Deus; 2 - S. Basílio Magno; S. Gregório Nazianzeno;
3 -
Sta. Genoveva; SS. Nome de Deus;
4 - Sta. Ângela de Foligno; Sta. Isabel Ana Seton;

5 - S. Gerlach; S. Simião Estilita; S. João Napumuceno;
6 - Dia dos Reis Magos( SS. Melchior, Gaspar e Baltazar), Epífânia do Senhor;

7 - S. Raimundo de Peñaforte;
8 - S. Severino;S. Pedro Tomás; Baptismo do Senhor;
9 - Sto. Adriano; Sto. André Corsini;

10 - Beato Gonçalo de Amarante;Sto. Aldo; S. Guilherme de Bourges;

11 - S. Higino; S.Teodósio;
12 - S. Arcádio; S. Bento Biscop; S. João de Ravena;
13 - S. Hilário de Poitiers;
14 - Sta. Verónica de Milão; S. Félix de Nola;
15 - Sto. Amaro; S. Francisco Fernandes de Capillas; S. Mauro;
16 - S. Bernardo e seus Companheiros;
17 - Sto. Antão, Abade;
18 - Sta. Prisca (Priscilla); Sta. Beatriz de Vicência;Sta. Margarida da Hungria;

19 - S. Mário e Sta. Marta, esposos e mártires;
20 - S. Fabião; S.
Sebastião;
21 - Sta. Inês (ou Agnes);
22 - S. Vicente Palloti; Sto. Anastácio;
23 - Sto. Ildefonso;

24 - S. Francisco de Sales;
25 - Conversão de S. Paulo, Apóstolo;
26 - Sta. Paula; S. Timóteo, S. Tiro e S. Policarpo, bispos;
27 - S. João Crisóstomo; Sta. Ângela de Mérici;
28 - S. Tomás de Aquino;
29 - S. Pedro Nolasco; S. Suplício Severo;S. Gildas;
30 - Sta. Martinha; Sta. Jacinta Mariscoti;

31 - S. João Bosco;